sábado, 30 de agosto de 2014

TERRA, AGUA, LUZ, AR e NUTRIENTES


As plantas, como seres vivos que são, necessitam dos elementos essenciais: Água, Ar (anídrico carbônico), terra (oxigeno e minerais) e Sol (luz para poder realizar a fotossínteses e calor).

ÁGUAé vital, sem ela nenhum ser vivo poderia sobreviver. A planta absorve a través das raízes e deve ser administrada com regularidade e deixando espaços entre as regas para que as raízes se oxigenem, uma rega continua sem deixar que a terra se seque pode causar apodrecimento radicular, sobre todo nas épocas de mais calor. A melhor forma de saber quando regar, se temos as plantas em vasos, é pelo peso, já que uma terra recém regada pesa muito ao estar empapada de agua, mas conforme vão passando os dias a terra vai perdendo peso, uma parte da agua está a ser absorvida pelas raízes e outra parte está a secar, quando o peso reduz um pouco mais da metade, do que pesava recém regada, é hora de voltar a colocar agua. A terra vaie-se secando de cima para baixo, é por isto que a técnica que alguns cultivadores usam de regar quando colocam o dedo na terra e o notam seco não está boa, já que isto não diz que não siga tendo agua a partir dos 10cm de profundidade. Quando a planta está na terra mãe em vez de estar em um vaso, a rega é muito mais intercalado, ao principio quando a planta ainda é pequena as regas são cada 3-5 dias, mas conforme vai crescendo e alargando as suas raízes, a carência de rega pode ser de 1 vez à semana, incluso haverá muitos que regueis menos, 1 vez cada 15 dias, mas o melhor é observar a planta e esperar a que nos a peça, as folhas põem-se um pouco flácidas nas zonas altas quando a agua começa a escassear. O PH da agua deve ser de 6'0 - 6'5 no máximo dos máximos 7 para uma boa absorção dos nutrientes por parte da planta. Em quanto a EC, ainda que não é um fator muito grande que há que ter em conta nos cultivos de terra, seria interessante que não passasse de 0'5, o que, de o fazer, o converteria em água dura, com o que se aconselha em tal caso utilizar fertilizantes especiais para águas duras.

LUZ: a Cannabis é uma planta que necessita muita luz e de grande intensidade, quer dizer, sol direto, indispensável para realizar corretamente a fotossínteses, processo mediante o qual as plantas captam e utilizam a energia da luz para transformar a matéria inorgânica do seu meio externo em matéria orgânica que utilizaram para o seu crescimento e desarrolho. A fotosíntesis divide-se em duas fases. Na primeira ocorre em os tilacoides, em onde se capta a energia da luz e esta é armazenada nas moléculas orgânicas simples (ATP y NADPH). A segunda a verá no tema AR. A luz pode ser solar ou artificial, embora nem qualquer lâmpada serve, as melhores são as lâmpadas de Alta Pressão de Sódio (HPS), para a floração (luz vermelha ou amarela) e as de Halogéneos Metálicos (MH), para o crescimento (luz azul “ou branca”). O excesso de sol, incluso em Agosto, nunca é mau para as folhas, ramos ou cabeços, o mau é que esse excesso de sol afecte as raízes subindo a temperatura do vaso e por tanto a de estas mesmas, com o risco de desidratação e queimaduras. O mínimo diário de horas de sol directo que necessita a planta para um correcto crescimento e uma boa e rápida floração é de 6 horas. Se tivéssemos menos horas a planta tenderia uma separação entre os nós maior durante o crescimento, assim no período de floração os cabeços se terminam de fazer mais tarde, muito espaçados e pouco prensados.

AR: no cultivo exterior não devemos ter nenhum cuidado especial com ele, mas é bom saber como o utiliza a planta, para compreender melhor o seu cultivo. A segunda parte da fotossínteses tem lugar nos estomas, diminutos furos nas folhas, que recebem o CO2 atmosférico para produzir hidratos de carbono e oxigeno e indiretamente o resto das moléculas orgânicas que compõem os seres vivos (aminoácidos). Devido a isto, os vegetais superiores são, junto aos outros organismos fotossintéticos, os produtores primários na biosfera. As folhas realizam o intercâmbio de gases (fotossínteses e respiração) a través dos sus estomas aeríferos, pelo que transpiram o vapor da água (evapotranspiração). A través dos estomas das folhas, a planta absorve o dióxido de carbono, (CO2), da atmosfera, e expulsa o Oxigeno (O2) procedente da fotólises do H2O, processo incluído na fotossínteses. Este oxigênio é fundamental para a vida no nosso planeta.

TERRA: as melhores terras são as argilosas, mas também se dá bem em terras arenosas, e em geral em qualquer que saiam más ervas, e em particular as ortigas. Em vaso a mistura ideal é a composta por uma parte de terra (substrato, turba), outra parte de arejados (substrato de coco, perlite) e uma terceira de abonos (húmus, guano). Hoje em dia não vale a pena complicar a vida preparando uma boa terra, marcas como Plagron, Biobizz o Canna já o fazem por nós e a muito bom preço desde 10 euros os 50 litros. Há outros tipos de cultivo, que se dão sobre todo no interior, e que são coco, hidroponia, aeroponia ou o NFT (Técnica de Película Nutriente), em nenhum deles se cultiva com terra. Que não vos faça perder o sono o PH da terra, porque o importante é o que leva a água de rega, já que será este, com as continuas regas o que determina qual será o valor final da terra.

NUTRIENTES: as plantas para o seu crescimento necessitam o aporte de uma larga lista de elementos químicos para o seu desarrolho. Estes dividem-se em dois grandes grupos:
Microelementos: Que se dividem por sua vez em primários: Nitrogênio (N), Fósforo(P) e Potássio(K). São os mais consumidos pelas plantas e, os microelementos secundários , o Magnésio (Mg) o Cálcio (Ca) e Enxofre(S) que se requerem em menor quantidade. Microelementos: (Oligoelementos): ferro, manganésio, boro, cloro, cobalto, cobre, molibdénio e zinco. Os abonos para a fase de crescimento devem ter um alto conteúdo em nitrogênio, o primeiro número maior que o segundo (8-6-4). Os abonos no ciclo de floração trazem um aporte de fósforo maior ao de nitrogênio (4-13-14). O terceiro número, o potássio, sempre tem que estar presente em una proporção considerável. Os microelementos secundários e microelementos são consumidos pela planta em proporções muito pequenas, mas por não ter o que necessitam, nos daria carências e incluso a morte da planta. Os abonos podem ser de absorção lenta ou rápida, e vêem em distintas formas: solúveis com a água de rega (absorção rápida), misturadas na terra (absorção lenta), de aplicação superficial ou de aplicação nas folhas com um pulverizador. A maioria dos materiais orgânicos mencionados, como parte da mistura da terra, são abonos de lenta assimilação e trabalhar com eles é aconselhável pois é difícil sobre fertilizar. Costumam ser ricos em nitrogênio e seriam um primeiro suporte para a primeira fase do crescimento, com que o primeiro abonado já venderá quando as plantas tenham uma certa altura. Meios muito bem preparados com boa turba e húmus de minhoca fortificam aporte que nos pode evitar abonar até quase ao final da fase de crescimento vegetativo.

O TRANSPLANTE

O transplante faz-se porque a planta ficou pequena no vaso onde a pusemos e está na hora de a colocar num maior, por exemplo quando plantamos a semente numa sementeira e passado o tempo, este fica pequeno, há que que fazer a mudança para um maior. Esta mudança só é recomendável faze-lo durante a fase de crescimento já que na fase de floração isto faria que a colheita se retardasse.


A 3 coisas imprescindíveis para realizar um transplante: a terra, o vaso de maior capacidade e a planta a transplantar.
Primeiro devemos ter em conta que a terra onde está a planta esteja seca, já que assim será mais fácil tira-la da sementeira, sem que as raízes se danifiquem, devido a que a terra seca se compacta e sai como um bloco, coisa que não acontece com a terra úmida que tem tendência em partir-se toda e poderia danificar as raízes.




Tira-la da sementeira é muito fácil, com a terra compactada bastará dar-lhe um leve empurrão na base da sementeira para que saia toda de uma peça.
Não é aconselhável utilizar vasos brancos de sementeira, já que permite a passagem de luz e isso matará as raízes. Podeis observar a diferença entre o que tiramos da sementeira preta, e este do vaso branco


Seguindo com o transplante enchemos o fundo do novo vaso até uma altura considerável, tendo em conta o que mede a planta a transplantar


Pomos a planta no centro do vaso e temos em conta que as folhas inferiores devem ficar como mínimo de 3-5 centímetros por encima da terra, para evitar futuros fungos


Em seguida enchemos com mais substrato, até que a planta fique firme, não é recomendável apertar o carregar a terra já que se o fazemos as raízes receberão menos oxigênio e tenderiam um crescimento mais lento.


Já só falta regar, se é com um estimulante radicular melhor, já que conseguiremos que a nova planta cresça no seu novo meio mais rápida e eficazmente.


E aqui está a planta no seu novo vaso, há que ter em conta que nos dias muito calorosos não convêm fazer o transplante durante as horas de mais calor, é melhor esperar ao anoitecer.

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